AS BIRUTAS DAS REDES SOCIAIS

Atualizado: Fev 13

Biruta



O mecanismo é constituído por um cone de tecido que contém duas aberturas opostas, das quais a maior fica acoplada a um aro de metal. É muito usado em aeródromos para orientar os pilotos durante as decolagens e aterrissagens das aeronaves, pois a execução dessas manobras é facilitada quando realizada em sentido contrário ao do deslocamento do vento. O mecanismo também é útil para outros profissionais da atividade aeronáutica, tais como meteorologistas, rádio operadores de telecomunicações aeronáuticas e controladores de tráfego aéreo. Ainda, os profissionais do Serviço de Informação Aeronáutica (AIS) utilizam a abreviatura "WDI" no jargão cotidiano e para a expedição de NOTAM.


Além de indicar o sentido de deslocamento do vento, os WDI também fornecem uma informação subjetiva da velocidade do vento: se o cone estiver horizontalmente ereto, o vento está "forte"; se o cone estiver inclinado, o vento está "fraco"; se o cone estiver caído (posição vertical), não há vento.


Uma aplicação comercial muito famosa, derivada das birutas, são os bonecos birutas dos postos de gasolina.


Fatos


As redes sociais têm em seus usuários (dependentes químicos de serotonina), uma legião de birutas, que informam aos algoritmos das mesmas, para que lado está o vento e a intensidade dos conteúdos “ventilados”. Mesmo que sejam cyber crimes e pós-verdade. Os algoritmos turbinam estes conteúdos alavancando-os em um efeito borboleta para o mundo. E estas ações (pós-verdades) se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras, diz MIT. Isso ocorre justamente pelo anonimato e impunidade proporcionado pelas redes sociais, os quais despertam as facetas mais nefastas e obscuras da psique humana.


“O preço da liberdade é a eterna vigilância", de John Philpot Curran, pronunciado em 1790 e publicado em Speeches on the late very interesting State trials (1808).


As birutas das redes sócias apenas seguem os ventos em suas intensidades, porém se estes ventos vão destruir instituições ou pessoas, está aquém da capacidade e objetivos destes instrumentos rudimentares. É por esta razão que redes sociais não podem significar democracia, pois a democracia prevê um estado com leis, as quais definem direitos e obrigações. Deste modo a falsa democracia e liberdade de expressão, pregadas pelas redes sociais, são partes da anarquia, que é a ausência de estado e consequentemente leis.

Quando canalhas ricos e poderosos como Sean Parker, Jack Dorsey, Mark Zuckerberg, Larry Page e Sundar Pichai, entre outros, os quais, leviana e falsamente, justificam e protegem cyber crimes e pós-verdade, em suas redes sociais, como democracia e liberdade de expressão, na verdade estão apenas preocupados com os lucros que a anarquia, anonimato e a impunidade dão para suas redes sociais, nada além disso.


A democracia e a liberdade de expressão preveem um estado, o qual define leis, as quais contem direitos e obrigações de todos os cidadãos para viverem civilizadamente. Com o anonimato e a impunidade, para praticamente tudo e todos nas redes sociais, ocorre de fato a quebra da democracia, pois os usuários (dependentes químicos de serotonina), destas redes sociais, não estão sujeitos aos direitos e obrigações dos estados nacionais aos quais pertencem. Desta maneira as redes sociais são empresas “libertárias” (da nova direita) que procuram destruir a democracia promovendo a anarquia, para chegar as ditaduras digitais delas mesmas.


A Aldeia Global


Aldeia global é um termo que foi criado pelo filósofo canadense Herbert Marshall McLuhan.


Ele tinha o objetivo de indicar que as novas tecnologias eletrônicas tendem a encurtar distâncias e o progresso tecnológico tende a reduzir todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia: um mundo em que todos estariam, de certa forma, interligados. A expressão foi popularizada em suas obras “A Galáxia de Gutenberg” (1962) e, posteriormente, em “Os Meios de Comunicação como Extensão do Homem” (1964). McLuhan foi o primeiro filósofo a tratar das transformações sociais provocadas pela revolução tecnológica do computador e das telecomunicações.


Segundo o filósofo, enquanto a imprensa nos destribalizou, os meios eletrônicos estão a nos retribalizar. De acordo com esta visão, os meios eletrônicos estão a reconstituir uma tradição oral, pondo todos os nossos sentidos humanos em jogo. "A quantidade de informações transmitidas pela imprensa excede, de longe, a quantidade de informações transmitidas pela instrução e textos escolares", explica McLuhan, em seu livro Revolução na Comunicação.


É claro que no final dos anos cinquenta e na década de sessenta o "filósofo hippie" só conseguia ver a mídia eletrônica como rádio e televisão, a internet não fazia parte ainda nem da ficção científica. Na realidade McLuhan foi muito inspirado pelo conceito da Noosfera de Vernadsky e depois Chardin.


Noosfera


A Noosfera pode ser vista como a "esfera do pensamento humano", sendo uma definição derivada da palavra grega νους (nous, "mente") em um sentido semelhante à atmosfera e biosfera.


Na teoria original de Vernadsky, a noosfera seria a terceira etapa no desenvolvimento da Terra, depois da geosfera (matéria inanimada) e da biosfera (vida biológica). Assim como o surgimento da vida transformou significativamente a geosfera, o surgimento do conhecimento humano, e os consequentes efeitos das ciências aplicadas sobre a natureza, alterou igualmente a biosfera.


No Conceito da Noosfera do filósofo francês Teilhard de Chardin, assim como há a atmosfera, existe também o mundo das ideias, formado por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos.


Seguindo esse pensamento, alimentamos a Noosfera quando pensamos e nos comunicamos.


A partir de então, o conceito de Noosfera foi revisto e consequentemente sendo previsto como o próximo degrau evolutivo de nosso mundo, após sua passagem pelas posteriores transformações de "Geosfera", "Biosfera", "Tecnosfera" (temporária e em andamento) e então Noosfera.


A transição da biosfera de uma ordem inconsciente de instinto para a ordem superconsciente de telepatia é uma função da Lei do Tempo e é denominada transição biosfera–noosfera. A transição biosfera-noosfera é o resultado direto do aumento exponencial de complexidade biogeoquímica e a consequente liberação de “energia livre” devido à aceleração da transformação termo-químico-nuclear dos elementos. A evolução do "Cérebro Galáctico" segue um processo estritamente regulado no qual a transição da consciência instintiva para a consciência telepática contínua é inevitável e representa a derradeira crise no desenvolvimento da biosfera.


Essa mudança, caracterizaria então a próxima era Geológica denominada Era "Psicozóica", definida como a sequência normativa da evolução do superconsciente hiperorgânico da noosfera unificada telepaticamente.


No século XXI, M.Mocatino deu origem a uma vertente de pensamento sem nome e mutável (fazendo referência ao universo), a qual detinha como intuito também "traduzir" a Noosfera. Essa vertente, não se baseia em conceitos, mas sim em ideias que são refutadas e transformadas (quase como um programa "open-source"), seguindo uma lógica de pensamento baseada em hipóteses e probabilidades levando em consideração o princípio da incerteza, assim como o modelo universal.


Essa vertente de pensamento possibilita à mente humana a capacidade de esboçar em seu subconsciente um cenário da Noosfera, diferente do modelo relativamente "estático" a que estamos acostumados em nosso cotidiano.


Um dos indícios de noosfera é traduzido pelo crescente aumento de pessoas tendo a mesma ideia praticamente ao mesmo tempo, mesmo estando isoladas. Seguindo Leis físicas, a explicação para isso seria dada por uma relatividade divergente de velocidade presente entre a matéria e a energia, ou entre o cérebro e a noogênese, na qual as informações acessadas já estariam dispostas na Noosfera, mesmo que de forma primordial.

Algumas das ideias usadas de base para isso estão concentradas em temas como "Agnosticismo", "Cosmologia" e "Cultura Maia" entre outros povos, os quais detinham um conceito sobre o tempo diferente das sociedades ocidentais e dominavam a Matemática e o Mapeamento Astral...


"Noosfera: Do grego Nous, espírito. Termo criado por Teilhard de Chardin e retomado por Ed. Leroy. Designa 'o invólucro pensante' humano que recobre toda a terra. É o envoltório energético formado por toda a atividade espiritual dos homens: vasta rede psíquica cuja aparição remonta aos primeiros seres humanos, na aurora do pensamento refletido, e cuja densidade só faz crescer em função do número dos homens e da qualidade do seu pensamento".


O grande problema destes conceitos, todos do século passado, é que a Democracia na qual eles se baseavam era a democracia ateniense, a qual nem o parlamentarismo possui alguma similaridade, quanto mais o presidencialismo com votos diretos de toda a população.


Democracia Ateniense


A democracia ateniense (no grego: δεμοκρατιk) foi uma forma de governo que surgiu na Grécia em meados do séc. V a.C. A experiência democrática ateniense dava-se em todo território da Ática de forma direta, contudo, envolvia pequena parcela da população. Tinham o direito de participar homens com terras, maiores de 19 anos e filho de pai ateniense, e a partir de 451 a.C., aqueles que fossem filhos de pai e mãe atenienses. Escravos, mulheres e estrangeiros não poderiam participar nas instituições democráticas. Em geral, acredita-se que apenas 30% da população adulta de Atenas era elegível para participar do processo eleitoral.


Assim a democracia representativa moderna apenas ampliou ou número de cidadãos com direito a voto, sem contanto melhorar a qualificação destes, para terem de fato a capacidade de escolher os seus representantes. Em geral os eleitores modernos não passam de consumidores em campanhas eleitorais, que são de fato campanhas de marketing não éticas, para a venda de políticos como produtos. Em geral os produtos destas campanhas não correspondem aos produtos reais. Mas o consumidor só se atenta para o fato, nem sempre, depois que já comprou o produto. Mas existem os consumidores anuviados que nunca percebem. Não há PROCON para estes produtos, você tem que aguentar por, no mínimo, quatro anos o produto sem devolução ou troca (salvo algum impeachment o cassação de mandato).


Basicamente os eleitores são reféns da mídia eleitoral virtual continua, a qual não tem nenhuma regulamentação, nas redes sociais globalizadas.


A Globalização


A globalização é um dos processos de aprofundamento internacional da integração econômica, social, cultural e política, que teria sido impulsionado pela redução de custos dos meios de transporte e comunicação dos países no final do século XX e início do século XXI. Embora vários estudiosos situem a origem da globalização em tempos modernos, outros traçam a sua história muito antes da era das descobertas e viagens ao Novo Mundo pelos europeus. Alguns até mesmo traçam as origens ao terceiro milênio a.C.


O termo "globalização" tem estado em uso crescente desde meados da década de 1980 e especialmente a partir de meados da década de 1990. Em 2000, o Fundo Monetário Internacional (FMI) identificou quatro aspectos básicos da globalização: comércio e transações financeiras, movimentos de capital e de investimento, migração e movimento de pessoas e a disseminação de conhecimento. Além disso, os desafios ambientais, como a mudança climática, poluição do ar e excesso de pesca do oceano, estão ligados à globalização.


A globalização, como afirmam as pós-verdades das teorias conspiratórias da nova direita, nas redes sociais, não é um fenômeno recente, arquitetado por sociedades secretas. Aliás as sociedades secretas são as responsáveis, de fato, pela nova direita. A globalização é um processo econômico continuo na história da humanidade vivendo em sociedade urbana.


A questão das redes sociais pode encontrar seu nexo causal nas “leis da mídia”.


As Leis da Mídia


O teórico canadense Marshall McLuhan (1911-1980), em parceria com seu filho Eric McLuhan, postulou a teoria sobre as Leis da Mídia que serve como base científica para as suas extensas observações sobre os artefatos humanos. As discussões começaram em 1970, e em 1975 foi publicado o primeiro rascunho em um jornal acadêmico. Somente oito anos após a morte do pai, Eric publicou o livro Laws of Media: The New Science.


Nele estão descritos os quatro efeitos (ou tétrade) identificados por McLuhan e que traduzem os impactos e implicações de uma nova tecnologia sobre a sociedade, ocorrendo de maneira inevitável e simultânea. São eles: aperfeiçoar (enhance), reverter (reverse), recuperar (retrieve) e obsolescer (obsolesce).


Tétrade


Em resumo, uma invenção aperfeiçoa alguma característica ou experiência humana e, com isso, torna obsoleto algum modo de fazer as coisas, ao mesmo tempo recupera um velho método ou experiência há muito abandonado, sem deixar de manifestar um efeito reverso ou oposto ao que se pretendia.


Durante seus estudos, McLuhan constatou que as pessoas que criam novas tecnologias quase não consideram o impacto/consequência de sua criação. No documentário McLuhan´s Wake (Kevin McMahon e David Sobelman, 2002) – que trata das Leis da Mídia - o estudioso declara:


“Não podemos confiar em nossos instintos para coisas novas. Elas nos destruirão. (…). Estamos entorpecidos, sendo massageados por nossas próprias tecnologias. Como Narciso, ao se deparar com um reflexo que sequer sabia ser seu. No entanto, ao aguçar os sentidos para estudar o padrão das consequências deste enorme vórtice de energia em que estamos envolvidos, pode ser possível planejar uma estratégia de fuga e sobrevivência”.


Com esse propósito, de encontrar um padrão para as tecnologias que são criadas todo o tempo, é que os McLuhans se dispuseram a propor as Leis da Mídia. Segundo Eric, esse foi o início de uma nova ciência: a de Ecologia da Mídia.


Segundo McLuhan, a melhor maneira de aplicar essas leis a uma dada tecnologia é transformá-las em perguntas. Abaixo estão traçadas as perguntas e algumas ideias do próprio teórico, extraídas do documentário McLuhan´s Wake.


Além disso, foram incluídas as conclusões de dois pesquisadores que utilizaram a tétrade para refletir sobre diferentes tecnologias: Nelia R. Del Bianco fala sobre o rádio e Thomas Hylland Eriksen, sobre a Internet:


1) O que a nova tecnologia vai aperfeiçoar?


2) O que essa tecnologia vai tornar obsoleto?


3) O que essa tecnologia pode recuperar de tudo que perdemos?


4) Como essa ferramenta vai se reverter quando levada ao limite?


Basicamente a internet nos tornou “tribais” novamente, com todos os problemas do tribalismo amplificados pelos algoritmos anárquicos e libertários.


Tribalismo


O tribalismo é um estado de organização que defende que os seres humanos deveriam viver em sociedades pequenas (tribos) ao invés de viver em sociedade massiva, advogando por uma tribo ou mais. O termo também é conhecido como Neotribalismo ou tribalismo moderno, com colocações defendidas e elaboradas por Michel Maffesoli. Em termos de conformidade, tribalismo também pode se referir a uma maneira de pensar ou se comportar, no qual as pessoas são mais leais a sua tribo que qualquer outro grupo social.


A estrutura social de uma tribo pode variar grandemente, porém, por causa do pouco tamanho das tribos, a estrutura é sempre relativamente simples, com poucas (às vezes nenhuma) distinções sociais entre seus membros.


Tribalismo implica possuir uma forte identidade cultural ou étnica que separes seus membros dos membros de outro grupo, sendo o forte sentimento de identidade um pré-requisito para a formação de uma sociedade tribal verdadeira.


O tribalismo pressupõe um retorno aos hábitos civilizacionais e culturais primitivos. Este regresso deriva da característica intrínseca e muitas vezes da ineficácia das instituições em que a sociedade modernista está estruturada desde o século XVIII. O tribalismo, ou a recuperação dos valores originais, tornou-se evidente a partir dos anos 60 do século XX (sendo um exemplo o movimento hippie) e caracteriza-se pela formação de núcleos sociais pequenos sobretudo em grandes cidades, que diligenciam apoiar-se endogenamente, uma vez que não obtêm o amparo necessário dos organismos estatais ou institucionais. Assiste-se assim a um "retorno de Dionísio", conforme menciona o sociólogo francês Michel Maffesoli, em que estes pequenos núcleos (ou microtribos) se salientam pelo hedonismo, gosto pelo belo, pelo desfrute desordenado do momento, contrariando a racionalidade e as preocupações bem reais. Desta forma, a mentalidade yuppie, dependente do trabalho, começa a ser substituída em muitas zonas do globo pelo culto da própria pessoa, conforme atesta o estudo empreendido pelo mesmo sociólogo nas cidades de Tóquio, Paris e Rio de Janeiro (plasmado na obra O Nomadismo). Se, por um lado, se presencia a renovação da importância do indivíduo, este tribalismo pós-moderno é, no entender de vários autores, um modo de abstração e de defesa contra a estrutura racionalista que não conseguiu suprir as necessidades heterogéneas e massivas do ser humano.


Estamos vivendo em um mundo tribalizado, nas redes sociais, cheio de “Little Tramps” quixotescos “influenciadores virtuais”, que causam muita confusão na mente das pessoas aculturadas.

Tempos Modernos


Tempos Modernos (em inglês: Modern Times) é um filme mudo estadunidense lançado em 1936 dos gêneros comédia, drama e romance, escrito e dirigido por Charlie Chaplin; no filme seu icônico personagem Little Tramp (O Vagabundo) tenta sobreviver no moderno mundo industrializado. O filme é uma forte crítica sobre o socialismo, capitalismo, ao nazifascismo e ao imperialismo, bem como os maus-tratos que os trabalhadores recebiam na época desde a Revolução Industrial durante a Grande Depressão.


Práxis


Práxis (do grego πράξις) é a união dialética entre teoria e prática.


Em seu clássico exemplo ilustrativo em sua obra O Capital, Karl Marx (1818-1883) compara a atividade das abelhas, ao construir a colmeia, com o trabalho de um mestre de obras ao construir uma casa. Por mais perfeita que seja a construção da colmeia, e por mais limitado que seja o trabalho do mestre de obras, este último possui algo essencialmente diferente: ele imagina o que vai realizar, criando uma finalidade, um momento ideal, o qual almeja alcançar com seu trabalho. Marx postula a existência, pois, de um elemento teleológico consciente exclusivo da condição humana.


Os operários bois virtuais manipulados e modulados subliminarmente


Para executar tarefas, Taylor idealizava o operário do tipo bovino: o homem boi, forte e dócil. Desse modo, eliminava aquele trabalhador politizado e resistente ao controle. O método, ao pretender punir os indolentes e premiar os produtivos, ocultava o interesse na domesticação do trabalhador cidadão.


Usando subliminarmente os seus usuários (dependentes químicos de serotonina), as redes sociais modulam e manipulam os mesmos, dando a impressão que eles estão no comando e são “heróis”, invertendo imperceptivelmente os valores das teorias de Taylor e domesticando seus usuários como operários bois, sem que estes tenham a nenhuma percepção disso.


Deste modo, os algoritmos das redes, sociais conduzem a direção dos ventos da “informação” para lados nos quais elas já sabem que seus usuários habitualmente gostam. Conforme eles respondem aumentando ou diminuindo a intensidade dos ventos (interatividade), elas mudam as direções, porém sempre incluindo no mesmo caminho destas direções seus objetivos econômicos.


É um jogo altamente sofisticado, interativo, no qual algoritmos criam as bolhas de filtro e câmeras de eco e vão trabalhando grupos, porém até o nível do “one to one”. As pessoas apenas respondem aos estímulos, como ratos e pombos em uma caixa de Skinner virtual, sendo moduladas e manipuladas por eles via prêmios (na caixa original eram alimentos).


Nas redes sociais as pessoas são premiadas com alcance, seguidores, curtidas e republicações, como os operários bois de Taylor, pombos e ratos de Skinner. Ocasionalmente até com monetizações das próprias redes sociais. Rebeldes, como eu, são punidos com quase nenhum alcance, com poucos seguidores, poucas curtidas, poucas republicações e, no caso do Twitter, até com trapaças digitais já comprovadas.


Mas no final não passam de uma legião de birutas, apenas seguindo a direção do vento definida pelas próprias redes sociais, bem como mostrando a intensidade dos mesmos, sem contanto terem nenhum poder sob a direção do vento de fato.


O segredo


Nas redes sociais, que usam o dualismo maniqueísta religioso para manipular, só há o "nós contra eles", bidimensional. Não há um terceiro lado, como no mundo tridimensional real.

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