AS REDES SOCIAIS E SEUS SMALL SOLDIERS PROTOFASCISTAS

Atualizado: Fev 13

Small Soldiers


Small Soldiers (br/pt: Pequenos Guerreiros) filme de aventura dos Estados Unidos, de 1998, realizado por Joe Dante.


A Globotech é uma empresa que, entre outras atividades, faz armas tecnologicamente avançadas para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Decidida a investir em outros ramos, ela compra a Heartland, uma fábrica de brinquedos. Gil Mars (Denis Leary), o presidente, quer que os desenhistas Larry Benson (Jay Mohr) e Irwin Wayfair (David Cross) façam brinquedos mais realistas, que tenham praticamente vida própria e usem baterias de lítio, sendo que não importa que tenham uma aparência violenta, pois as crianças gostam de deste tipo de bonecos.


Larry Benson já tinha idealizado o Chip Hazard, que precisava ser melhorado e ter inimigo: os Gorgonóides, criaturas idealizadas por Wayfair. Depois de três meses os brinquedos estão prontos e o resultado são figuras de ferozes soldados, o Comando Elite, que foi programado para destruir os Gorgonóides, criaturas que não oferecem nenhum perigo.


Antes de serem distribuídos pelas lojas, Joe (Dick Miller), um entregador da Heartland, deixa alguns destes brinquedos numa loja em Winslow Corners, no Estado de Ohio, cujo proprietário, Stuart Abernathy (Kevin Dunn), só acredita em brinquedos educativos e por isto a loja está quase na falência. À noite o Comando Elite sai de suas caixas e recebe ordem do seu líder, Chip Hazard, para atacar os Gorgonóides. Quando Archer, o líder dos Gorgonóides, começa a comunicar com Alan, que o levou para sua casa, o Comando entende que os humanos são outro inimigo a abater, pois associam-no aos Gorgonóides.


Democracia Ciborgue


Eu denomino por democracia ciborgue, o modelo político desenvolvido na Itália, conhecido por MoVimento 5 Stelle ou M5S, concebido por Grillo e Casaleggio, para operar politicamente via redes sociais criando uma “democracia direta”. Apesar do M5S não ser um partido que pode ser definido como extrema direita, o modelo foi aproveitado por uma nova direita, protofascista global, em diversos países, para eleger seus políticos, sem bases sociais e pautas civilizadas, ao redor do mundo. O caso mais bem-sucedido neste modelo foi Donald Trump nos EUA e nosso Jair Bolsonaro foi apenas uma cópia barata, das mais ordinárias.


A modulação maniqueísta das redes sociais


As redes sociais, através de avançados algoritmos de inteligência artificial, colocam os seus usuários em diversas bolhas de filtro, por afinidades de valores e comportamentos e os mantém em contato através das câmaras de eco (linhas do tempo), onde eles se conhecem e passam a compor um grupo social virtual com afinidades de valores e comportamentais.


Usando a “fé” e a “fantasia”, com a tradicional modulação dualista do maniqueísmo religioso, em conjunto com as fantasias ficcionais românticas, com a modulação de herói e vilão, deus e diabo etc. todas assimilados e consolidadas há séculos, pelo consciente coletivo. Assim estas redes sociais modulam as pessoas através da inteligência artificial.


As modulações mantêm as pessoas engajadas o maior tempo possível, estimulando a produção de serotonina no cérebro, tendo um efeito de uma droga, viciando as pessoas e as tornando usuárias (dependentes químicos de serotonina produzida pelo uso da rede social). Com esta modulação entre aquilo que a pessoa quer e aquilo que a pessoa não quer, as inteligências artificias oferecem, associados aos interesses das pessoas, produtos e serviços num marketing one to one (personalizado), com isso configurando um processo de manipulação digital completo.


Esse mecanismo, já presente e disponível nas redes sociais, foi utilizado através de agências de marketing político digitais, com inteligências artificiais e automações, ligadas diretamente as mesmas redes sociais, pela democracia ciborgue da nova direita global, para subverter as pessoas a partir de suas limitações, fraquezas, frustrações, resignação, recalques e principalmente de esquecer das vidas medíocres que levam. As pessoas passam a se sentir parte de um movimento heroico, no qual elas são “heróis / soldados” de uma “liga da justiça / exército” e estão combatendo os vilões nas redes sociais. Para isso, os políticos, são elevados a categoria de mitos (mitomania) e as pessoas passam a agir de maneira bovarista, sem ter nenhuma noção de que estão sendo manipuladas.


Milícias Anônimas Virtuais (MAV)


Com o anonimato e liberdade de ações completos, fornecidos e defendidos até as últimas instâncias legais pelas redes sociais, estas milícias passam a atuar, agressiva e ostensivamente, de maneira coordenada em grupos na própria rede social ou em outras redes sociais, coordenadas por comandos centrais, nos quais estão os políticos protofascistas e seus asseclas remunerados de primeiro escalão. Os políticos não são anônimos, mas a maioria de seus asseclas de comando o são, dado o envolvimento direto destes com o político. Existem asseclas, que já possuíam alguma notoriedade virtual prévia e / ou têm pretensões políticas futuras, assim trabalham com suas identidades reais, levando vantagem econômica de maneira direta ou indireta.

A maior parte das pessoas, dentro das Milícias Anônimas Virtuais não existem, são perfis falsos e / ou anônimos criados por automações. Por exemplo, se você pegar um dos MAV com mais seguidores, como o Dex no Twitter e aplicar o teste, verá que os seguidores dele são em sua maioria bots, perfis inativos ou perfis novos, poucos são de fato seguidores reais. Mesmo dentro dos seguidores reais, a maioria deles têm diversos perfis secundários (kamikazes) falsos bem como reservas, para o caso de serem penalizados pelos seus excessos nos seus perfis principais.


Porém essa grande movimentação falsa de perfis, serve para dar uma aparência de força e adesão as ações dos MAV, de modo a produzir um efeito manada e / ou cardume, atraindo, na linha do tempo (câmera de eco) mais “soldados”, já modulados nas bolhas de filtro, os quais já têm uma afinidade prévia de valores (as vezes desvios de caráter e até problemas mentais), com a “guerra” política virtual da democracia ciborgue.


Os pequenos soldados virtuais


Dentro de um grupo que possui uma mistura de poucos perfis de comando (anônimos e reais), muitas automações (entre 40% até 70%) e um número variável (entre 5% até 30%) de pessoas reais, estes pequenos soldados que se comportam como os brinquedos robôs do filme, com uma programação (missão), mesmo sem saber as razões da mesma ou até questioná-las, partem para uma batalha “até a morte” contra os “inimigos”.


Estes pequenos soldados (falando apenas das pessoas reais não remuneradas), que não têm a menor noção que são como soldadinhos “robôs” programados e controlados por “engenheiros do caos”, para trabalhar gratuitamente para os políticos, na maioria das vezes, com currículos e histórias pessoais extremamente questionáveis e muito peculiares. Mesmo quando usam seus nomes e fotos reais continuam absolutamente anônimos, dada a irrelevância da quase totalidade deles no mundo real.

Estas pessoas nas redes sociais ficam completamente desumanizadas. Não há religião, ética e civilidade (muito menos leis quando se fala em redes sociais), assim sem limites, em seus meios, para seus fins. Se eles puderem usar qualquer coisa para “destruírem” seus inimigos, inclusive atacando suas profissões, familiares e usando de qualquer artifício imoral ou ilegal. Eles são capazes de se infiltrar nas vidas e redes de contatos dos “inimigos” por meses, atrás de qualquer informação que possam usar (inclusive adulterando) para tentar “cancelar” o alvo. É um autêntico vale tudo virtual, onde anônimos atacam pessoas reais continuamente. Valem doxing, stalking, bullying, estelionato, roubos, chantagem, extorsão, mentir ou qualquer outra ação criminosa, pois o anonimato e impunidade são assegurados legalmente pelas redes sociais nos EUA.


Estes pequenos soldados, também pequenos como seres humanos e intelectos, para justificar sua igreja e / ou seu político, cometem todos os tipos de crimes e pecados que puderem, a hipocrisia é a marca comum destes lesados anuviados.


Em termos de Brasil basta apenas ver quem são o guru e o mito, destes pequenos soldados, para perceber quão rasos eles são intelectualmente, eticamente e moralmente. E não para por aí, uma rápida passagem pelos seus principais influenciadores, anônimos e reais, demostra mais ainda como esta gente, sem a menor condição intelectiva para entender o que estão fazendo, idolatram verdadeiras fraudes, praticamente sem qualificação e com péssimas reputações.


Estas redes sociais se asseguram por uma lei obsoleta dos EUA e, algumas vezes, pelas leis dos paraísos fiscais onde colocam “oficialmente” suas sedes, para não cumprir as leis nacionais dos países, mesmo que tenham filiais neles, as quais afirmam em juízo não ter nenhuma relação com a rede social. E os MAV e seus pequenos soldados sabem muito bem disso e utilizam melhor ainda, esta vantagem criminosa de anonimato libertário das redes sociais.


Eu não acredito que utilizar a lei, pura e simplesmente, mesmo com pequenas melhoras eminentes nas leis dos EUA, resolva isso em curto e médio prazos, pois é muito lucrativo para as redes sociais, basicamente um dos pilares das mesmas, você ser ninguém e fazer o que quiser. A solução, que não tem nenhuma decisão dependente de lei norte-americana alguma, seria bloquear estas redes sociais, todas as vezes que não atendessem os poderes judiciário e legislativo brasileiros, no DNS central brasileiro, impedindo seu funcionamento em território nacional. A rede só seria liberada após acatar as leis e solicitações dos poderes judiciário e legislativo em sua totalidade.


É bloqueando as fontes de recursos destas empresas que conseguiremos enquadrá-las dentro das leis, bem como seus MAV criminosos e pequenos soldados anônimos imbecilizados.

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