BRASILEIROS: CATATÔNICOS PARA CAUSAS SÉRIAS E CACÓFAGOS PARA DIVERSÃO

O lulopetismo nunca foi uma solução e sim um problema, já que a corrupção sindical começou no dia em que o primeiro líder sindical criou o primeiro sindicato, isso posto vamos voltar para os problemas presentes.


Jair Lorenzetti Filho


A conjunção do bolsonarismo, claramente direcionado para a implantação de um regime totalitário nepotista populista com viés neonazista, com a pandemia e o subsequente agravamento de uma longa crise econômica, oriunda ainda do lulopetismo, trouxeram o Brasil para o atoleiro no qual se encontra.


O lulopetismo, populista assim como o bolsonarismo, porém com viés social democrata em sua essência, só foi interrompido pelo movimento da lava jato, o qual assim como a democracia ciborgue, foi todo copiado da “democratici diretti” (democracia direta) italiana, neste caso da “mani pulite” (operação mãos limpas). Inclusive até membros do MP chegaram a “cabular” o seu trabalho no Brasil para fazer cursos na Itália.


Assim como na versão original, a italiana, como na versão “tupiniquim”, a essência da operação é “passar dos limites” para forçar “delações” e levantar todo o “supply chain” da corrupção corporativa e política dos outros grupos políticos. Possivelmente, se não fosse assim, o “modus operandi” do lulopetismo nunca teria sido exposto e alguns lulopetistas e afins não teriam sido presos, mesmo que por curtos períodos. E sem a lava jato juntamente com a incompetência lulopetista, para acabar com a crise que eles mesmos criaram, possivelmente nem o impeachment da Dilma teria ocorrido. Lembrando que as “massas” das manifestações pelo impeachment eram compostas por classe média conservadora, oligarquias econômicas conservadoras e políticos de liberais (de banco imobiliário ou compadrio), passando pelos políticos conservadores até os nazifascistas. Infelizmente os progressistas da velha esquerda, sempre sócios-reféns do lulopetismo, ficaram com o caudilho populista sindicalista na ocasião, como ainda ficam hoje.


Das opções disponíveis eleitoralmente para finalizar o ciclo do lulopetismo no poder, não eram das melhores, o centro político progressista estava em frangalhos, pelas mesmas razões do lulopetismo, se lambuzaram no “mel”. O pessoal próximo ou da velha esquerda, girando ao redor do lulopetismo, tinham uma rejeição muito alta, após a lava jato e impeachment. Resumindo havia a “boa moça Marina”, o “malucão” Ciro Gomes e o “chavista” Bolsonaro (fã confesso do Chávez e também do Chaves, suas duas fontes de inspiração políticas). Os demais nunca tiveram a menor chance. A querida Marina Silva, por alguma razão quase masoquista, parece que sempre gostou de apanhar em silencio do lulopetismo. Já o competente e contundente Ciro Gomes nunca conseguiu sair da sombra, primeiro do tucanato e depois do lulopetismo. Isso sem falar em seus eternos momentos “bad boy”. Sobraram então o “chavista” e o “poste”, Fernando Haddad, outro que nunca conseguiu sair da sombra do lulopetismo, infelizmente. Coma rejeição ao lulopetismo, aliada a comoção da facada do Adélio e a democracia ciborgue com suas pós-verdades em um tsunami nas redes sociais, deu o “chavista”, que também é fã da dinastia norte coreana e do czarismo russo, especialmente do Rasputin.


O lulopetismo deu à luz ao bolsonarismo.


As atrocidades faladas e praticadas pelo bolsonarismo até o momento são notórias, só não enxergam os “misters Magoos” bolsonaristas das redes sociais, os patrocinadores (bog right) e os “arrendados” influenciadores. Se pedaladas fiscais e uma Fiat Elba já foram suficientes para impeachment, porque não charlatanismo médico com cloroquina e genocídio por improbidade na gestão, por exemplo? O impeachment nada mais é que um processo político, mas aparentemente no legislativo, esquerda, centro e direita têm todos “telhados de vidro” (capivaras) e o tema mais comum entre eles se chama “acordão”, incluindo o lulopetismo e puxadinhos. Lembrando que Bolsonaro trocou todos os carros do executivo pelos Ford Fusion, que saíram de linha em seguida e agora a Ford está deixando o Brasil, é muito pior que uma única Fiat Elba!


Estamos num momento atual crítico no Brasil no qual o povo está catatônico como sempre, isto salvo o histórico período das “diretas já”, com convergência social de várias vertentes políticas, houve uma união, mesmo que sem resultados, por uma causa séria brasileira. No mais tudo nunca passou de festa patrocinada. Incluindo o impeachment da Dilma, que deu voz e imagem a todo este bando de conservadores e cristãos fakes que estão por aí ruminando cropólitos.


Temos uma pandemia gravíssima em conjunto com uma crise econômica brasileira persistente desde o segundo governo Lula, quando ele foi ele mesmo e não o FHC. As únicas manifestações políticas organizadas, por parte dos brasileiros, são a própria democracia ciborgue nazifascista nas redes sociais com suas pós-verdades, atacando os adversários e defendendo o bolsonarismo, que não é movimento político espontâneo, mas sim arrendado.


Os progressistas, infelizmente nossa velha esquerda a grande maioria deles, insistem no lulopetismo, tanto os políticos quanto as mídias. Está na hora deles seguirem o exemplo dos pokemons. Automaticamente insistindo no lulopetismo, eles compram uma rejeição capaz de reeleger o bolsonarismo, verdadeiros idiotas.


O centro é fisiológico, como temos o “hors concours” centrão político federal no Congresso e Senado, basicamente “pegue e pague”. Assim como um biruta de aeroporto, eles apontam para onde as verbas e cargos vão.


Liberais tradicionais e mesmo os neoliberais eu não levo a sério no mundo e muito menos no Brasil, onde só temos liberais de compadrio e liberais de “banco imobiliário”.


E os conservadores...


Os conservadores brasileiros: políticos, pastores, milicianos bolsonaristas e fiéis das igrejas evangélicas empresariais terceiro-mundistas brasileiras não deixam dúvidas do que são: hipócritas, retóricos, mercenários, sem escrúpulos e mentirosos. Sem falar as bancadas do boi, da bala etc. Conservador para mim, no Brasil, é um símbolo absoluto de um grupo de embusteiros com uma medíocre matriz ideológica e social.


Mas os brasileiros, o “zé povinho” (expressão que surgiu pela primeira vez na 5ª edição do periódico "A Lanterna Mágica", a 12 de junho de 1875, na charge intitulada "Calendário 'Portuguez'", alusivo aos impostos), qual sua postura deles mediante tudo isso?


Simples, estão catatônicos (1) para as questões sérias e são cacófagos (2) para as não sérias, as quais eles adoram!


Coisas com cultos evangélicos, BBB, baladas, shows, churrascos, futebol e todos os tipos de fanatismo alienante-anestesiante no cenário brasileiro atual, bem como as aglomerações e não uso de máscaras em locais públicos, são prova cabal que os brasileiros são catatônicos para causas sérias e têm episódios de excitação extrema, para cacofagia como forma de divertimento e devoção.


Lembrando ainda que os brasileiros medianos não leem mais que 256 letras e ainda são incapazes de escolher o que ler, são reféns de algoritmos para decidir por eles.


REFERÊNCIAS


(1) Que se refere a catatonia; relativo a um tipo de esquizofrenia caracterizada por períodos de passividade alternados a momentos de excitação extrema.


(2) Pessoas que ingerem matérias fecais ou outras substâncias consideradas repugnantes.


(3) Prezados “leitores” jornalistas e afins, estou realmente cansado de ser usado como fonte jornalística e também de informações sem nunca ser citado. Peço que tenham o profissionalismo, respeito e ética de me citar como fonte, pois realmente ser “pirateado” intelectualmente me incomoda muito. Isso não é meu trabalho, é apenas um hobby, mas ser reconhecido por ele é algo que eu prezo muito. Grato!

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