O BRASIL QUEIMA, O POVO MORRE E O RESTO ASSISTE BBB OU JOGA VIDEOGAME...

Atualizado: Fev 13

“Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há certa cumplicidade vergonhosa”.


Victor Hugo.


Tivemos Collor, Lula, Dilma, Temer e agora Bolsonaro. Pulei estrategicamente o FHC apenas por conta da pouca estabilidade econômica que ainda temos, ter sido formatada em seus governos, más é só isso.


Quem elegeu todos estes governos? O povo brasileiro (lembrando que Temer era o vice de Dilma, portanto eleito pelo povo no pacote). Com a parcial exceção de FHC, os brasileiros parecem ser completamente inaptos na escolha de seus governantes, ou seriam cumplices?


Tenho consciência que a maior parcela da população brasileira não teve acesso à educação com o mínimo de qualidade requerida, bem como vivem em condições sanitárias muito abaixo do mínimo necessário. Isso tem sido mantido assim desde sempre, pelas nossas elites econômicas e consequentemente políticas. Não só no Brasil, mas também no mundo dito “desenvolvido”, a desigualdade não diminuiu, apenas aumenta, provando que capitalismo e socialismo não resolveram absolutamente nada, neste sentido.


É fato que o capitalismo, demonstrou ser positivo no aspecto de serviços e bens de consumo para uma gama ampla da população, porém falhou na saúde, educação e infraestrutura básica, como nosso estado, para a maior parte da população. Na prática, como os índios brasileiros no encontro com Cabral, apenas “nos deram espelhos e outras bugigangas”. Isso em termos de Brasil, onde praticamos apenas capitalismo de compadrio, capitalismo de estado e por muitas vezes capitalismo selvagem. E apesar disso, temos um estado forte, moldado no estilo europeu tradicional, porém extremamente corrupto, moldado no estilo latino tradicional.


Além disso o povo brasileiro “vende” seu apoio por valores muito baixos, habitualmente, o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial são provas disso. E eu tenho algumas impressões, empíricas, sem um espaço amostral adequado, sobre as filas do auxílio emergencial. Não sei se eu só passo em frente as agências da Caixa Econômica Federal erradas, mas vejo filas de pessoas obesas e bem vestidas esperando o auxílio. Mesmo em meu pequeno “network” com pessoas que recebem este auxílio, conheço pessoas que trabalham informalmente, por opção e recebem o Auxílio Emergencial ou Bolsa Família. Outros, evangélicos também, sem estado civil formalizado, chegam a usar no mesmo endereço “frente” e “fundos”, separadamente, para ambos receberem o auxílio emergencial. Não tenho base científica para avaliar se são sintomas de pobreza ou desonestidade, talvez um pouco de cada um.


Mas o mesmo fenômeno, aqui no Brasil, ocorre com a Elite Econômica e Política. Só pode defender o liberalismo tradicional quem de fato não conhece o meio empresarial ou, se conhece, é um calhorda. E o meio empresarial eu conheço muitíssimo bem, inclusive os fundos de investimentos internacionais que especulam no mercado de capitais globalmente. Fora do âmbito familiar, nunca conheci um grande empresário ao qual eu atribuiria a qualidade de pessoa digna no Brasil, só fora dele.


Quando chega no meio político então a situação é ainda pior. Os raríssimos casos de políticos éticos são encostados pelos demais, quando não sabotados independente da linha ideológico-econômica do partido: direita, centro e esquerda. E não confundam partidos que defendem causas nobres com partidos nobres, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu me oriento pelas práticas e não pelo discurso.


Como já vimos no tucanismo, lulopetismo e estamos vendo no bolsonarismo, nossos Congresso e Senado não passam de um “mercado de capitais”. São locais de compra e venda de “ações”. Tudo lá são verbas, cargos e afins, trocados por apoio político pontual, não há nenhuma ideologia político-econômica delimitando o “balcão de negócios”. Mesmo quando a situação se remete a extremos políticos fora do “centrão” fisiológico, os negócios ocorrem dentro das próprias “corretoras” dos extremos.


Sobrou a classe média. Esta eu conheço bem, tanto no mundo empresarial quanto no dia a dia. A grande maioria dela, extremamente competitiva em tudo, age com ética bastante discutível dentro das empresas, para “pisar” em quem estiver no caminho, alegando sempre “profissionalismo” e “meritocracia”. No dia a dia você pode vê-los furando filas, dando fechadas com carros SUV, correndo para pegar o elevador antes dos idosos no condomínio e em incontáveis episódios cotidianos, onde seja possível aplicar a “Lei de Gerson”.


É claro que em tudo há exceções, mas acredite, são muito poucas.


As redes sociais são uma boa amostragem pública do que há de pior na natureza humana. As pessoas se organizam em bolhas de filtro (grupos) onde os “alfas” comandam os “plácidos” e atuam contra outras pessoas, grupos e até empresas, sempre por razões nada altruísticas. Quando a situação permeia apenas a popularidade virtual, ou seja: ego, a situação é ainda pior, pois cancelar ou destruir de reputações de “concorrentes” e lucrar sobre isso, é uma prática comum nas redes sociais, sempre no “Vale Tudo” da pós-verdade (fake news, falácias e fofocas), principalmente em grupos fechados e privativo, longe do padecente, que não pode se defender. Normalmente evitam as câmeras de ressonância (eco, as linhas do tempo) nestes casos, pois alguém amigo do “penado” pode dar um “print”, enviar ao mesmo e o aspirante a personalidade digital pode virar réu num processo.


Se em uma coisa o nosso capitalismo “a brasileira” funciona bem é em inebriar as pessoas com serotonina. O Brasil queima, pessoas morrem e os assuntos nas redes sociais são BBB e Videogames.


Enquanto isso Bolsonaro segue em seu projeto nazifascista nepotista de poder (sonha em uma dinástica similar a Coréia do Norte), aparelhando todo o estado e comprando apoios com nosso dinheiro e vidas, sem que uma multidão enfurecida esteja em sua porta para fazer a devida justiça.


O brasileiro só é solidário na corrupção!

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