REVELANDO O MECANISMO DO FASCISMO NAS REDES SOCIAIS

Atualizado: Fev 13

“Se há uma coisa com a qual temos que ser intolerantes, é com os intolerantes, odiosos, supremacistas de origem e ocasião e com o autoritarismo e totalitarismo de toda laia”.


O modelo de manipulação virtual das redes sociais é baseado no mesmo modelo que as religiões monoteístas tradicionais utilizam em seus livros e cultos: o dualismo maniqueísta bidimensional, explorado através de modulações entre o “bem e o mal”, figurativamente falando.


Desta maneira, as redes sociais criam as igrejas, no formato de bolhas de filtro enquanto as linhas do tempo, as câmeras de ressonância, funcionam como os livros e cultos. É assim que os fiéis são modulados no mundo religioso e os usuários o são analogamente nas redes sociais.


Usando este recurso, já presente nativamente nas redes sociais e disponível como “serviço”, através de integrações com via API com usuários robôs (os bots), qualquer empresa ou pessoa pode ter acesso a big data, deep learning e machine learning que compõem as inteligências artificias das redes sociais. É desta maneira que a modulação digital, resultante na manipulação digital, é disponibilizada, por exemplo, para a democracia ciborgue da extrema direita protofascista e neonazista, que atuam ostensivamente nas redes sociais.


Como não há regulamentações de alcance global e as redes sociais “escapam” das leis nacionais através de chicanas jurídicas, a única solução seria esperar ética das redes sociais. Mas isso é utopia. São empresas privadas, apesar do capital aberto, que visam exclusivamente os resultados para os seus acionistas ordinários e preferenciais. E entre os acionistas ordinários, que tem poder de voto nos conselhos de administração, há acionistas institucionais organizados através de fundos, que são sócios, com poder de veto e voto, em todas as grandes empresas de mídia de capital aberto do planeta.


Pesquisando estes fundos de investimentos, dentro destes há alguns (muito poucos) acionistas públicos e éticos que são chamados de “comunistas” e “globalistas” pela democracia ciborgue da extrema direita protofascista e neonazista. Porém há uma infinidade de acionistas, que são de oligarquias de países não democráticos do leste europeu, Ásia e oriente médio, com valores não democráticos, bem como o a borra do capitalismo selvagem globalista, representada por investidores simpáticos ou adeptos ao protofascismo e neonazismo, que não são poucos. Um exemplo disso são a alt right norte americana e a bog right brasileira.


Nas redes sociais, um percentual muito expressivo destes acionistas institucionais, com vieses protofascistas e neonazistas, se encontram ativos e representados nos seus conselhos de administração. E lembrando que, além de sócios institucionais das big techs que comandam, entre muitas outras coisas, as redes sociais, estes grupos de extrema direita são investidores globais e globalistas, que modulam o “humor” dos mercados de capitais, visando a manipulação dos mesmos, para maximizar seus investimentos e reduzir seus riscos.


Estes grupos de extrema direita protofascistas e neonazistas enxergam no modelo não democrático, um mundo mais eficiente e seguro para seu capital, por esta razão que os mesmos têm investido em tantos candidatos populistas da extrema direita protofascista e neonazista em diversos países.


Assim fechamos o ciclo explicando o mecanismo e as razões do investimento econômico em política protofascista e neonazista, chegando ao investimento nas igrejas evangélicas.


Além de serem eternos defensores da tradição, família e propriedade, as igrejas evangélicas têm um know how e uma curva de experiência, muito acima da média, com manipulação das pessoas via modulação usando o maniqueísmo dualista bidimensional (Deus e Diabo). Além disso as igrejas evangélicas dominam setores significativos da mídia tradicional, como revistas, jornais, redes de rádios e redes de televisão, que ainda atingem um percentual de pessoas não manipuladas pelas redes sociais. Deste modo há um investimento massivo nas empresas dos pastores, através de doações, subsídios, isenções, perdões e verbas publicitárias.


Dentro do mundo religioso, encontramos os “melhores” cães raivosos (psicopatas e sociopatas), que a extrema direita protofascista e neonazista poderia ter: os fundamentalistas religiosos radicais. Recentemente tivemos a chance de conhecer alguns deles no Capitólio norte americano. São vários grupelhos com poucas centenas de pessoas cada um, porém modulados, através das redes sociais, pela democracia ciborgue protofascista e neonazista. Inicialmente eles foram manipulados para “guerrilha digital”, nas redes sociais, mas o objetivo final para estes grupos é manipula-los para se armarem e servirem como milícias, para atos e ações antidemocráticas, visando a implantação de governos totalitários.


Sabemos que um percentual de 5% da população global tem sociopatia ou psicopatia. Num país como os EUA, por exemplo, são 16 milhões deles. Estes são os alvos, da democracia ciborgue protofascista e neonazista, para serem atraídos para bolhas de filtro (grupos nas redes sociais) e serem modulados nas câmaras de eco (linhas do tempo). Com o “PLUS” de que, sendo fundamentalistas religiosos, agindo “em nome de Deus”, eles têm ainda mais “audácia antidemocrática” que uma pessoa saudável psiquiatricamente, mesmo que também fundamentalista religiosa.


Sem as redes sociais os interligando, estes não passariam de grupelhos com poucas pessoas que se reuniriam em locais desolados em cerimônias “Night Riders” escondidas. Porém a utilização das redes sociais para manipular estes grupos, pode chegar a milhões deles, todos com um comandante virtual, como aconteceu nos EUA, sob o comando do protofascista Donald Trump.


Assim temos centenas de grupelhos protofascistas e neonazistas reunidos, modulados e manipulados através das redes sociais, atuando em conjunto em atos antidemocráticos, muitos deles, armados, que é a mesma pretensão de Jair Bolsonaro aqui no Brasil.


No episódio recente nos EUA, alguns grupos um pouco maiores, como os “Proud Boys” e “QAnon”, ao marcharem ao Capitólio pararam no meio da rua, se ajoelharam e oraram para Jesus. Como os antigos Templários que, sob pretextos religiosos, matavam, torturavam, estupravam, pilhavam e roubavam os islâmicos (são a origem do fundamentalismo religioso islâmico atual). Estes grupelhos neonazistas supremacistas brancos, que também são membros de igrejas evangélicas brancas, fizeram o que fizeram no Capitólio comandados por Trump. Tudo isso organizado através das redes sociais, inclusive em grupos dos quais fazem parte MAV (Milicianos Anônimos Virtuais) bolsonaristas brasileiros, que já sabiam da tentativa de golpe muito antes.


Com algumas diferenças, como já ocorreu no integralismo brasileiro de Plínio Salgado na época entre as guerras globais, aqui no Brasil não há uma supremacia branca declarada, apesar de velada, mas há misoginia, homofobia e vários preconceitos mais, em MAV brasileiros. Porém sempre velados ou restritos a grupos fundamentalistas ainda menores nas bolhas de filtro. É o novo “ANAUÊ” virtual.


Há uma poderosa mistura entre rancor e fervor religioso turbinando a modulação destes grupos protofascistas e neonazistas nas redes sociais. Essa modulação se dá basicamente através da divulgação continua de narrativas de Pós-Verdades, Hoax, Fake News, Falácias e “cursos” de Gurus charlatães de Teorias Conspiratórias. É assim que estes grupos sofrem o processo subliminar de manipulação digital (lavagem cerebral) através das redes sociais. "Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade". Essa célebre frase de Joseph Goebbels, ministro da propaganda na Alemanha Nazista. Basicamente é o mesmo que Jair Bolsonaro (faz em todas as mídias) diariamente e seus jagunços virtuais o fazem também diariamente (nas redes sociais). Eles imaginam estar em um “Guerra Santa” com Deus ao seu lado. Eu, como ateísta radical, vou criticar evidentemente esse Deus tão abstrato e versátil.


Como aqui no Brasil, apesar de Jair Bolsonaro estar tentando armar a “sua” população (os 5% de psicopatas e sociopatas, no caso um potencial de 10 milhões de pessoas no Brasil), o processo é bastante lento e enfrenta resistência no legislativo e judiciário. Ele tenta controlar as forças armadas e polícias, ao mesmo tempo que prende a maioria da população em casa acuada pelo covid-19, evitando manifestações pelo seu impeachment e “suborna” o centrão político fisiológico para afastar a possibilidade. Mas as igrejas evangélicas brasileiras são uma importante parte de seu projeto, visto que atingem ainda um grande percentual da população não compreendido pelas redes sociais.


Nos EUA o FBI, a polícia federal americana, abriu mais de 160 investigações ligadas à invasão ao Congresso por parte de apoiadores de Donald Trump. Eles disseram que estão rastreando pessoas em todo o país e prontos para prender centenas, ou mesmo milhares de pessoas. Já aqui no Brasil o MPF, a Polícia Federal, a Abin e, o que os fatos indicam, partes do judiciário e MP estaduais tem membros do bolsonarismo entre seus quadros. Isso sem falar em parte do legislativo, o centrão fisiológico, que estão no “mercado de capitais do bolsonarismo” e já há, inclusive, um ministro “bolsonarista” no STF.


Assim é máster a urgência da vacinação em massa, para que possamos ir às ruas exigir o impeachment de Jair Bolsonaro, por centenas de razões que já superaram longamente as do Collor e da Dilma. Também é urgente que a CPMI das Fake News retome suas atividades e o STF instaure cada vez mais investigações, sobre a rede de financiamento empresariais e pessoais dos atos antipatrióticos. Também é preciso, ao STF, obrigar as redes sociais judicialmente, para que identifiquem e forneçam todos os dados dos MAV para perícias. O Psicopata Jair Bolsonaro é um disco de uma música só, o totalitarismo, não adianta esperar outra.


“O preço da liberdade é a eterna vigilância”.

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